Bem vindo sejas, 2019!
Sentes-te bem na tua pele?
Nós, mulheres, somos naturalmente atraentes. Não acreditam? Coloquem um espelho no vosso quarto. Comprem o soutien que vos deixar mais confortáveis (ou se quiserem, nem usem soutien). Abram a janela até ao topo e deixem a luz entrar. Observem-se, sozinhas, ao espelho. Cada bocadinho da vossa pele, cada saliência do vosso corpo. Aquela estria que não devia estar ali. Aquela casca de laranja que já reflecte a idade, a forma do peito, o mamilo que tanto vos agrada e provavelmente já cedeu o melhor alimento de sempre aos vossos filhos. A barriga de avental, ou então a barriga lisinha de ginásio. O bocadinho de gordura que não devia estar ali mas se calhar também já não sair. Observem-se. E riam! Sorriam!!
Nós somos o que sentimos. E somos muito mais o que sentimos em relação ao nosso corpo, do que outra coisa qualquer que nos possam dizer sobre ele. Tanto por dentro, como por fora. O "sentirmo-nos bem" parte acima de tudo, de nós. De trabalharmos a nossa auto-estima, a nossa confiança, o nosso desejo por nós mesmas. Talvez a melhor frase de marketing que já ouvi (e já existe desde que era bem miúda!), é dos anúncios da leite "Matinal". Lembram-se? "Se eu não gostar de mim, quem gostará?" Ainda bem que cresci com o estímulo dessa frase, apesar de nunca o ter comprado.
Se ainda estiverem mais à vontade, experimentem tirar fotografias, como eu fiz neste dia. Estou habituada à câmara, é certo, mas também eu comecei por algum lado. Mesmo que não gostem ao início, é um processo. Que vos vai fazer perceber como podem ser vistas aos olhos dos outros, mas acima de tudo, a habituar-vos a vocês próprias. Há mulheres que não se "vêem" realmente ao espelho à muitos anos. Sabem o quão depressivo isso pode ser? Não pode acontecer simplesmente, porque vamos conviver connosco, com o nosso corpo e com o nosso ser o resto da vida. E, oh, se a VIDA não vale tanto a pena!
Vejam-se, reparem-se. Façam poses. Sejam inocentes, sensuais, sexuais e inusitadas. São só vocês com vocês e para vocês. Nada mais está ali e nada mais importa. É um estímulo para se inspirarem e serem felizes com o vosso corpo. Aceitem, devagarinho, os vossos defeitos sem os odiar. Aceitem, com compreensão, a vossa maneira de estar sem a subestimar. Não existe perfeição. Existe o que cada uma de nós é. O que não gostarem, procurem mudar (estamos sempre a tempo de melhorar!), e se isso é tão importante para a felicidade, nada se perde! Falem com vocês e para vocês. Vocês são tão importantes e únicas!
Experimentem, brinquem, Amem-se!! Esta é só a minha mensagem de hoje porque neste dia, fez todo o sentido!
Palco
Sigo pela estrada ainda com aquele suave perfume no casaco. O cheiro do pó anestesiante do velho chão de madeira... o odor das velhas cortinas do palco, o sentir das teclas do piano. Fecho os olhos... imagino a próxima cena. Mas há tanta coisa que se pode imaginar, que é impossível! E depois... de nada vale... sai-nos por impulso! Transformamos aquele momento num misto de imaginação, criatividade, dramatismo e impulso... e somos tudo, num só momento. O tempo pára, e nós sentimo-lo. Não há mais nada. Apenas nós e esta paixão irremediável. Podemos chorar ou rir... somos nós numa confusão mental de um outro ser que criamos e nós, que o fazemos saltar para fora de nós e deixa-mo-lo utilizar o nosso corpo. O resto é intuição e impulso. Intuição como aqueles que seguem o que o destino lhes nega... impulso como o acorde que salta dos dedos para a viola nas mãos de um músico. É rápido, forte, grotesco, incessante! Não há absolutamente mais nada... apenas nós, o chão de madeira, as luzes ténues... um público quase invisível, porque o que interessa é o nosso mundo. Aquele que criamos e desfazemos em segundos, mas que permanece em nós. Quem nunca sentiu isto... deveras não ter sonhado. Queremos respirar mais fundo, só para sentir ainda mais o odor da paixão! Queremos ser rápidos para fazer vibrar quem nos sente e ao mesmo tempo... lentos para que o tempo nunca páre... O antes é de nervos e ansiedade: o durante é único, e o depois... sabe a pouco. Dá vontade de saltar lá para cima outra vez... e outra.. e outra.. e fazer aquilo de todas as formas diferentes... deixar-nos levar pela intensidade das pancadas de Moliére. Soam nos meus ouvidos. E o sorriso é inevitável. Vamos voltar? Vamos sentir aquilo tudo outra vez.. vamos criá-lo com paixão? Vamos ser aquilo que mais amamos fazer e pronto? Só por uns momentos... Let me do the thing I most Love in the World - calls Stage!
P.S: "Ambiciono o amor, não ambiciono a fama.. e acredito só somos alguém quando alguém nos ama..."
You're so Welcoming 2018!!
Obrigada por todas as aprendizagens, 2017. Estou pronta, 2018. Acho que digo isto em todas as passagens de ano, relativamente a cada ano que passou e ao que aí vem. Mas a verdade é que é mesmo assim que funciona! 2017 teve tanta coisa, foi literalmente um ano em que os sentimentos foram do 8 ao 80 sem facilitar. Acho que chorei na mesma medida em sorri. Muito! E sinto-me muito mais forte, a entrar nesta nova fase. O cansaço, foi, devido a um ano tão intenso, igualmente inevitável. Estou prestes a pegar na agenda, e também a começar a encher o diário de bordo de resoluções. Uma delas é estar mais presente no Blog, e espero que, igualmente no Youtube. Acho que vem aí tanta coisa boa, que nem sei muito bem por onde começar. É mesmo colocar mãos à obra e agarrar o novo ano pelos "cornos" e lutar como sempre o fiz. Estava tão desejosa de ti, 2018!
Um Feliz ano a todos vocês!
O dia em que me lancei no Youtube
Pensei muito. E preparei esta "brincadeira" com algum tempo. Nunca esperei ter coragem de lançar os primeiros vídeos, mas a verdade é que os gravei e preparei com muito gosto. E consegui surpreender-me a mim própria. O melhor local para os mostrar seria, sem dúvida, no meu Blog.
Há já algum tempo que procuro aperfeiçoar a minha forma de falar e cantar. Para isso tive aulas de canto e voz e procurei melhorar em tudo o que poderia ajudar em Palco. Pelo caminha fui-me apaixonando pelo "Cantar" em si, e não apenas pelo saber colocar a voz. Não quero, nem nunca tive o fascínio de ser cantora. Nem creio que tenha talento suficiente. Mas isto é algo que me dá muito gosto, prazer e ajuda a potenciar o meu lado de acting. O meu objectivo é sobretudo crescer e aprender ainda mais sobre os limites da minha voz. Por enquanto mantenho-me na minha zona de conforto: acústicos e bossa nova... mas nunca se sabe o que virá por aí! Portanto, se é uma paixão... porque não partilhá-la? Acho que chegou o momento :).
Além disso, montar o vídeo é algo que é difícil mas puxa imenso pela nossa imaginação. Tenho descobertos coisas fantásticas neste pequeno caminho :). Talvez ainda pensarei em enveredar por outro tipo de vídeos. Por enquanto confirmo que sairá sempre Um vídeo por semana que eu vou postar aqui :).
Deixo-vos os três primeiros que lancei, e cujas músicas me apaixonam. Conto com a vossa subscrição?
Um beijinho enorme e contem-me tudo!!
As Indomáveis
Este termo não é uma questão de geração. De idade, de educação ou até de berço. Efectivamente, ainda não são todas as mulheres que se comprometem com esta ideia. Por que se trata de uma questão de atitude, antes demais. Atitude perante a vida, perante os outros, perante os sonhos e objectivos.
Cresci a dizer a mim própria que não queria fazer só uma coisa na vida. E que não queria depender de nada nem ninguém para cumprir objectivos e desejos profissionais e pessoais. Quando chegamos ao palco da vida percebemos que nunca será totalmente assim. Em algum momento os nossos antecessores são nos fundamentais para aprender e construir. E é nessa altura que descobrimos que o projecto de menina em idade de brincar não estava tão longe da atitude de mulher com idade de criar: a atitude. E isso é algo muito pessoal, muito próprio. Muito único. Precisamos e contamos essencialmente connosco próprias! E isto é algo que não se é ensinado na escola, ou transmitido com a genética. É uma questão de atitude perante o mundo. É um negar o que o esse mundo espera de nós para realizar os sonhos no tempo que nós próprios decidimos. É compreender o nosso próprio timing sem aceitarmos o que a sociedade nos impõe no tempo que acha aceitável. É negar o caminho A, e seguir o B, o C e o D, carregado de arranhões e partidas. É escolher o mais difícil porque vai para onde desejamos ao invés do mais fácil que vai para onde a sociedade te diz que deves ir. É amar e investir sangue suor e lágrimas sem expectativas de que dê certo. É entregarmo-nos com toda a alma sem medo de errar ou cair, e sem depender de uma mão que te salve nessas alturas: porque no fim, apenas tu te podes salvar.
Já tive pessoas que passaram por mim e não aceitaram esta perceção de vida. Era demasiado radical, grandiosa ou pouco conveniente. Homens que me amaram mas não aceitaram as escolhas de uma mulher para a qual prevalece a independência pessoal antes de uma aliança no dedo ou uma casa no mesmo terreno que os seus futuros sogros. A vida óptima e expectante de alguém que dá o resto dos anos por apreendidos ao invés de sentir as ondas da conquista a cada segundo. São opções de vida que não se contestam, mas geralmente não fazem parte do nosso horizonte. E geram-se momentos de dor e crescimento quando se percebe que os amores se perdem por não se aceitarem as posições de cada um. Percebi que amei muito e sei amar. Percebi que me amaram tanto sem me saberem amar. E somos as nossas próprias rainhas de coroa e bastão em um mundo de sacrifícios e luta interior que ninguém vai ousar derrubar. E o Karma torna-nos fortes e desejadas. Amadas e odiadas. Invejadas e aplaudidas. Tudo ao mesmo tempo. E sem nunca deixar de amar, de querer, de sonhar e de investir. De crescer. Somos indomáveis pela sociedade e mudamos o mundo a cada passo, até então com um preço mais alto que o comum. Somos indomáveis pela forma como nos entregamos ao futuro e lidamos com o passado. Temos uma bagagem que nem todos compreendam, mas que certamente não passa despercebida a ninguém. Indomáveis no amor, na paixão, na profissão, no desejo e na família. Indomáveis.
Dark Temptation
É como muito gosto que volto ao Blog com mais um trabalho fotográfico. Quem me segue à algum tempo sabe que é uma das coisas que faço na minha vida e o quanto gosto. Desta vez foi algo de estilo gótico, para o catálogo de uma loja. Aconteceu durante o Verão pela lente da Cláudia Melim da Wicked Wonderland Photography.
Não é que até gosto de me ver neste espírito? Fiquei apaixonada!
Os vestidos encontram-se na loja Sinister e os chockers na Neath the Veil.
Contem-me tudo o que vocês acham!
Os vestidos encontram-se na loja Sinister e os chockers na Neath the Veil.
Contem-me tudo o que vocês acham!
O Fecho dos Momentos
Há momentos, em que pessoas deixam de fazer sentido. Hoje apercebi-me de que foi o teu.
Ainda figuras na lista do messenger, mas já não no cabeçalho deste. Tens outro lugar no elenco de pessoas com quem partilho a minha vida. Já não és a primeira que eu procuro de manhã, ao acordar, para ver se passaste bem a noite.
Os filmes acabam sempre com música
(depois de ver o filme "Table 19")
Ás vezes são as pessoas estranhas que conseguem entender-te melhor. Chegar até de ti de outra forma. Preocupar-se com o que sentes, ou com os pensamentos soltos que tenhas no momento que parece infindável em que falas com eles. É a vantagem (ou desvantagem) de não teres nenhuma pré-definição envolta em ti sobre a personalidade ou o carácter daquela pessoa. E ás vezes, sem qualquer pedido da tua parte para tal, sentes-te compreendido. Por alguém que pode ser tão diferente de ti, quanto, parecido. Não é uma questão complicada. Aliás, acontece mais vezes do que aquelas que poderíamos prever.
Nem sempre acontecem conexões mentais com alguém, mas quando acontecem...
São fortes.
Isso fez-me estar ligada a tia, se calhar, mais tempo do que devia. Tu eras a pessoa estranha que de repente clicou num interruptor qualquer em mim e surpreendeu-me. E eu fiz o mesmo contigo, sem que pedíssemos. E depois fomo-nos conhecendo, e o tempo passou. Deixámos que a música entrasse, como num filme singelo daqueles que gostamos de ver, e fomos apreciando a melodia, nem sempre juntos. E foi esse "nem sempre" que foi destoando a conexão. Não porém, a química. Essa permaneceu, permanece, e vai continuar. Talvez, para sempre. Mas é bom assim, não é?
Ás vezes são as pessoas estranhas que mais se importam connosco. E nós nem reparamos. Só depois, de um tempo. Até estranhamos. Um "como", ou um "porquê" daquele alguém que eu "não-sei-bem-quem-é-nem-o-que-quer", o que inevitavelmente nos leva a conceber uma ideia errada sobre as pretensões desse indivíduo. Mas pode não ser mais nada que não preocupação: serena, doce, como um lembrete na agenda para algo que nós gostamos. Uma ligeira ligação, sem que haja promiscuidade do outro lado. E isso agarra-te. Porque é a forma como te tratam que vai importando. E te fazendo continuar. E nós vamos ficando assim: agarrado às pessoas estranhas que já não o são de tão próximas que se tornaram, e curiosas pelas novas pessoas estranhas que vão aparecendo e deixando crescer o desejo de as conhecer. E vão começando tonalidades de uma nova melodia. Uma nova canção. Um novo episódio nas nossas vidas, quiçá até, um novo filme.
Se calhar, um dia, também nós voltemos a ser estranhos.
Eu não queria, mas...
E comecemos um novo filme.
Eu sempre achei que tinha mais talento para ser uma personagem principal.
Mas como eu contínua a achar que fui e sou, e faço questão de ser. E sei que tu achas o mesmo.
Só que o receio foi-te derrotando as deixas.
Vamos só continuar deixar andar a melodia, sim?
É que os filmes, os bons filmes, acabam sempre com música.
E nós fomos um filme digno de Óscar!
Não achas?
Deixa-te ficar.
Deixa-te ficar. Às vezes vale mais ficar, sabes. Nem sempre reagir aos instintos é o melhor. Eu percebo. Sentir custa mais do que pensar. O pensamento não nos garante a realidade. O sentir, sim. Por alguma razão o sentes. Acreditas no destino? Já não sei se hei-de acreditar. Continuo a preferir os factos, apesar de ser o que dói mais. O destino faz-se de factos, não é? Só tens que esperar por eles. Mas antes... há que aprender a esperá-los! Esperar é uma virtude e devemos saber utilizar tal deixa. Um plano sem estratégia, uma atitude sem objectivo. Como se fosse maléfico. Mas não o é... nunca foi. Foi apenas uma maneira de realizar a felicidade. Ou pelo menos... parte dela. Não foi perder. Não foi um fracasso. Foi uma pedra no caminho que procurei guardar (ou não! Procurei chutar...). Afinal, para quê construir um castelo, se a maior fortaleza está em mim? Aprendi a não a chutar. Fiz dela um degrau. Agora vou subir e ver uma nova maneira de apreciar o mundo, de encarar a vida. Mas... nova maneira? Não. A constituição de uma mais subtil e verdadeira, sim. Mais forte... mais intensa. Mas, por agora... é para deixar-me ficar. Não é estar com uma dor. É preparar-me para o que o destino me reserva, para o que tenho que enfrentar!
Deixa-te ficar. Suporta o vento na face. Faz dele o teu aliado mais forte. Faz do tempo o combustível do teu sorriso. Agarra no mar... e sente as ondas frias a baterem-te nas pernas. Ele está aos teus pés! Cria o teu Mundo! E ama-o. Ama-o com paixão. Deixa o amor sair por todos os poros e que os outros vejam, apreciem e percebam! E... deixa-te ficar. Deixa-te ficar porque a noite ainda reina lá fora e tens que a sentir, calma e serena. Conhecer-lhe cada ponto, porque ela é mais misteriosa que o dia. Enquanto que o dia, esse... é mais perigoso que a noite! Sente-a! Tens que te... deixar... ficar.
Percebe o que se passou, orienta o coração!
Tu és capaz. Prepara a fortaleza, prepara as armas... Prepara-te a TI!
Fénix
A Vida agarrou nela, e espancou-a.
Colocou-a encostada a uma parede com correntes a prender-lhe as mãos, os pés, o pescoço. Tentou viciar-lhe a mente numa sensação avassaladora. Tentou calar-lhe as palavras. Arrancou-lhe lágrimas geladas e rasgou-lhe a pele. Depois soltou-a e deixou-a à beira do abismo, esperando que ela caísse. E bateu-lhe. Bateu-lhe tanto até que ela já sentisse que a respiração a poderia matar. Permaneceu ali, imóvel, na exactidão de que lhe tinha corrompido a alma, cuja dor não suportaria. A Vida quis matar-lhe o que de diferente havia nela. E largou-a gelada num destino que de tudo o que tinha para ser brilhante, parecia estar a desvanecer-se. Mal sabia a Vida, que estava a fazer renascer uma Fénix. E assim, dorida, esmagada pela pressão do mundo, abriu os olhos ao sol e deixou-se aquecer.
Ela curou as feridas com álcool. Ainda as cura. Ergueu-se cansada e derramou-se em líquido até queimar as veias. Viu transeuntes da sua vida surgirem, olharem e passarem. Aqueles que outrora a viam num altar, agora afundavam-se em glória de a ver assim. E os que a deviam amar... partiram. Não a amavam. Amaldiçoavam-na. É quando se vê fragilidade que se volta a tentar destruir. E ela parecia indestrutível, que raio. Mantinha-se ali, de pé, já, de coração rasgado, mas a bater fortemente. Era suposto ela ficar fria. Era suposto ela enfraquecer. Era suposto quebrar. Tornar-se feia, velha, sem esperança. Era suposto estar perdida de tão negra que parecia a atmosfera em seu redor. Mas que aura brilhante. Não era suposto brilhar assim. Ela devia estar apagada, sem jeito. A que se agarrava ela afinal?
Quiseram-na presa, e ela lutou.
Quiseram-na com medo, e ela agarrou no medo e fez-se forte.
Quiseram-na desligada, e ela fez-se luz.
Quiseram-na fria, e ela fez-se chama.
Quiseram-na doente, e ela recuperou.
Quiseram-na desprovida de amor, e ela entregou-se sem vacilar.
Quiseram-na morta, e ela renasceu.
Quiseram-na perdida e ela acreditou.
Quiseram mal-amada, e ela é admirada.
Não a quiseram, para afinal a quererem tanto...
Que inveja faz a força dessa mulher?
Simplicidade e o Tejo como fundo...
Deixo-vos mais um trabalho fotográfico. Um dos primeiros do meu Portfólio, pela mão da maravilhosa Mariiana Capela (podem encontrar o blog dela na minha Blogroll). Nunca este Tejo me soube tão bem. E o olhar desta fotógrafa é magnífico. Conhecem o lugar? Está no segredo dos deuses...
Hola España
Este é um look que já tem mais de 2 anos. Foi numa das minhas viagens a Espanha. Estávamos em 2015, na linda cidade de Ayamonte. Com a chegada da Primavera acho que faz todo o sentido ir buscar este pequeno #OOTD que eu acabei por realizar precisamente na zona baixa da cidade.
P.S: Acho que não envelheci muito :p
Um copo de vinho e saltos altos
Estacionou o carro à porta, no sítio de sempre. Baixou o espelho e verificou o batom. Ele gostava de a ver de batom escuro - mas mais importante, é que ela também. Tinha vindo do trabalho e não retirou os saltos. Eram parte executante do seu look do dia. Estava cansada, mas a vontade de o ver sobrepunha-se a qualquer vontade de deitar a cabeça na almofada e deixar-se adormecer. Não é que houvessem motivos para o ver, ou falar com ele. Apenas uma vontade involuntária de deixar cair os seus olhos sobre os dele. Abriu a porta do carro e descalçou-se. Não queria fazer barulho. Não queria acordar a vizinhança e ver janelas com luz à sua volta. Queria aparecer como uma sombra meticulosa e sensual pelo caminho que a levava à entrada. E assim foi, pé-ante-pé pela terra batida até à sua entrada. Rodou a chave vagarosamente, calçou os saltos num último acto de modéstia e entrou.
A sala, estava, como sempre, à média luz. Apenas um pequeno candeeiro e a lareira. Ela despiu o casaco e deixou-o no sitio de sempre. Manteve os saltos. Levou a mala. Ele já tinha aberto o vinho que lhe prometera. O seu sorriso estava ali. Era isso que ela mais desejara nesse dia: o seu sorriso. Simples, calmo, sem qualquer dificuldade para aparecer, contrariando a tendência de todas as dificuldades com que já tinha lidado no início do dia. E ela estava ali, só para o ver sorrir, e para poder falar para ele.
E ele ouviu-a. Queria a sua voz mais que tudo. Queria as temáticas das suas conversas, queria a forma dela tocar no cabelo quando tentava explicar um termo mais complexo, queria o canto do sorriso dela quando procurava demonstrar algum acontecimento da sua vida com uma técnica teatral, queria as suas pernas estranhamente dobradas no sofá, e a sua pele tão suave. Queria os seus olhos a brilharem com o fogo da lareira que os deixava cor de rubi, e queria as suas mãos geladas.
Ele nem sabia o que queria, e no entanto, queria aquilo tudo dela.
Ele não sabia se a queria, o no entanto desejava cada pedacinho dela.
Ele não sabia como a querer e no entanto não queria que ela fosse embora, nunca mais.
De repente, ele só a conseguia ver ali, e não fora dali. Nunca mais a sala voltaria a ter a mesma luz, sem ela.
E ela mantinha-se, cada vez mais cansada, e sorridente. A dar golos pequeninos no copo de vinho branco. Ela gostava de ficar, mas não podia. Ele não sabia se ela poderia ficar, mas desejava. Ela teve vontade de ficar para sempre. Ele não sabia como a encaixar na sua vida para ela ficar para sempre.
E ambos seguiriam uma hora ou duas depois, cada um a sua vida, as suas obrigações... enquanto a vontade ficaria suspensa no ar. Entre um calor que aconteceu. Entre um beijo que não se deu. Entre um toque quente e desafiante. Entre um olhar e um tumulto do corpo para contradizer tudo o que tinha que ser em função do que queriam (ou não sabiam se queriam) que acontecesse. E a incerteza de que ela voltaria uma noite mais. E a mesma incerteza de que ele se encontraria lá para a receber.
Imagem: canvas.com
Imagem: canvas.com
A arte de quando não se tem dinheiro
Aos 16 anos, como toda a adolescente louca por roupas, tive a minha primeira aparição nas ruas do Chiado. Tinha ido estudar recentemente para Lisboa, e aquelas lojas tornaram-se o meu fascínio em alguns finais de tarde. Foi a loucura. Nunca tinha trazido calças tão diferentes, tentado tantos provadores, me rendido às camisolas mais extravagantes da Bershka. Contei e recontei as moedas da carteira naqueles saldos que pareciam não ter fim, e trouxe tudo (ou quase tudo) o que queria. Vinha consciente de que tinha feito escolhas acertadas para o início do Outono no meu guarda roupa e que igualmente tinha sido a mais poupada das garotas. Oh, Inocência! Chegar ao meu pseudo- mealheiro, e constatar que as notas "grandes" do último verão tinham sumido todas, restando aquelas pobres moedas de 50 e 20 cêntimos, foi o arrepio na espinha que não me faltava nessa noite. Não tinha nada, ou quase nada! Devia ter mais umas moedas na carteira... coisa pouca. Era de dar para um café, ou assim... Perante tal esgar, a minha mãe chacinou toda a minha confiança na mítica frase "é assim, ele vem, e vai que é um instante!" .
E é verdade.
Eu não tinha estourado todas as minhas poupanças à toa. Eu simplesmente tinha enfrentado o facto de que o dinheiro vai... na troca em que as coisas vêm. É para isso que ele serve. Só que... foi muito depressa numa só tarde e eu nem reparei.
Quem nunca?!
A verdade, é que sendo mesmo eu uma pessoa ainda hoje ser super sensível às minhas contas-poupança, não me posso esquecer das lições que esses momentos me deram: a verdadeira arte que é vivermos com pouco, ou quase nenhum dinheiro vivo durante algum tempo. Não é que sejamos cabeças-de-vento, a verdade é que todos nós já tivemos algum momento em que por dívidas extra, ou momentos menos bons, o dinheiro escasseou mais do que devia. E isso consegue trazer à tona o mais criativo de nós. O melhor é tentar sempre ver tudo pelo lado positivo. O desejo de comprar algo, embora prevaleça, decresce consideravelmente, por não podermos ou não o "termos à mão". Começamos a apreciar o que não se pode comprar: as ruas, as pessoas, o clima, as montras que embora bonitas não te traem o olhar (nem a carteira). Aprende-se a passear sem ter que gastar. A ser mais original nas refeições que temos realizamos, e a aproveitar o que já temos, ao invés de comprar algo para substituir as necessidades na hora. Coisas mais antigas que tinha por aqui, dei-lhes finalmente o devido valor.
Até que no fim do mês já volta um cachet(zinho) novamente - nem que seja a mesada dos pais - que ajuda na substituição dos desejos. Mas que é uma verdadeira arte, esta de fazer malabarismos com as contas, oh, que ninguém tenha dúvidas!
Imagem: canvas.com
Imagem: canvas.com
Bordot is the new Black!
Hoje trago-vos um outfit. O primeiro de 2017! Porque os bordots têm sido uma das cores do Inverno e é igualmente uma das minhas preferidas a nível de roupa. Combinei ganga com malha: a ponto de ficar super confortável e também fashion. São as típicas calças de ganga flare e mum, estreitas e largas ao estilo anos 90 (Adoro 90's style!). A malha simples e claro, o cabedal. Outro must-have já de algum tempo e que veio para ficar novamente. O sapato moucassin, também em tons avermelhados termina o look. Sou fã do rabo-de-cavalo quando uso chocker e gosto de utilizar o seu pormenor da "folha" lateralmente, para marcar a diferença. A mala, tem sido a menina dos meus olhos nos último tempos. Espero que gostem deste outfit! Até ao próximo post!
10 produtos de maquilhagem que eu quero em 2017!
Todas nós temos uma wishlist de maquilhagem. Todas! Bom, eu poderia dizer que até há coisa de um ano, talvez, eu não teria. Foi mais ou menos em 2015 que comecei a tomar mais atenção às novidades de make up, a assistir a vídeos e tutoriais no youtube, a ler a parte que lhe diz respeito nas mais diversas revistas e a tentar fazer algumas maquilhagens mais elaboradas em mim. A maquilhagem é uma excelente forma de tirarmos o melhor partido de nós mesmas, e da nossa imagem - na minha perspectiva - não exagerando.
É um privilégio, Meryl!
Acordar com a imprensa mundial a falar no glorioso discurso que Meryl Streep tinha feito nos Globos de Ouro, logo no dia em que tinha decidido "re-arrancar" com os posts aqui no blog, foi a cereja no topo do bolo. O material que tinha preparado deu lugar ao texto inspirado por ela, que me surgiu na viagem de comboio.
Que mulher! Eu sempre admirei a Meryl, acho que desde as primeiras vezes que comecei a perceber de cinema e de representação. Uma das frases citadas, e com a qual me identifico fortemente, tem a ver com história que lançou sobre Tommy Lee Jones. Este disse-lhe algures que seria um "privilégio ser apenas actor". E é. Em algum momento da minha vida eu também me senti actriz e é de facto, um privilégio. Ouvir Meryl só dá mais força para continuar a lutar pelo que realmente amamos: seja algo que tenha ligação artística ou não.
Centrando-se no facto de Trump ter sido a figura eleita pelo povo americano para o lugar magistral de Presidente dos EUA, a actriz deu uma "lição" de moral, ética e sensibilidade humana perante a diferença e a importância do respeito entre seres. Também a minha veia de jurista se exalta aqui: defender a equidade, os direitos, as liberdades, as garantias. Algo que Trump já anuiu várias vezes não ter vontade de fazer.
No restante, o discurso fala por sim. Assim como toda a galeria que lhe faz eco: maravilhosos actores e pessoas, desde Viola Davis a Mel Gibson lá no fundo. É um gosto ver e rever este discurso, esteja ela com pouca ou muita voz: não é a falar alto, é a dizer o certo!
Deixo-vos o discurso e uma parte da transcrição deste (apenas o consegui em português do Brasil, desculpem-me. Se conseguirem em português de Portugal, deixem-me o Link)
P.S: O Chantily ao lado da cereja: Cristiano Ronaldo eleito o melhor jogador de futebol do mundo, outra vez!
"Obrigada, Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood. Só para citar o que o Hugh Laurie disse. Você e todos nós aqui pertencemos aos grupos mais desprezados da sociedade norte-americana atualmente, pensem nisso: Hollywood, estrangeiros e a imprensa. Mas quem somos? O que é Hollywood? Só um monte de gente de outros lugares. Eu nasci e cresci nas escolas públicas de Nova Jersey, Viola veio da Carolina do Sul, Sarah Paulson nasceu na Flórida e foi criada pela mãe solteira no Brooklyn, Sarah Jessica Parker é uma das sete ou oito crianças de Ohio, Amy Adams nasceu em Vicenza, na Itália, e Natalie Portman nasceu em Jerusalém. Onde estão suas certidões de nascimento? Ruth Negga nasceu na Etiópia, foi criada na Irlanda e está aqui indicada pelo papel de uma jovem da Virginia. Ryan Gosling, como todas as pessoas boas, é canadense. E Dev Patel nasceu no Quênia, cresceu em Londres e está aqui indicado pelo papel de um indiano criado na Tasmânia. Então Hollywood está rastejando com os estrangeiros, e se mandarmos eles para fora, só assistiremos futebol e MMA, o que não é arte! (...) Quando eu vi isso, partiu meu coração, e eu ainda não consigo tirar isso da cabeça porque não aconteceu num filme, e sim na vida real. Esse instinto de humilhar, quando feito por alguém numa plataforma pública, afeta a vida de todo mundo, porque dá permissão para outros fazerem o mesmo. Desrespeito convida desrespeito, violência incita violência. Quando os poderosos usam de suas posições para praticar bullying contra os outros, todos nós perdemos.”
fonte: papelpop.com & Google
Lembra-te
Nunca pensaste nisso? Que lembranças teriam de ti, quando, simplesmente... tudo terminasse?
Não te consigo dizer agora o que gostaria que lembrasses em mim. O meu olhar? Aquele forte, irónico, doce, grande, vivo, castanho e meio oriental? Ou o triste, preocupado, singelo e que não engana ninguém? As minhas mãos, pequenas, suaves, que tremem sem eu dar conta (é dado adquirido do meu pai). Os meus lábios? Carnudos, cor de rosa claros e bem definidos, que riem quando eu menos espero e perante as coisas mais absurdas, ou sorriem às vezes sem conseguir parar, e às tantas já me doem as bochechas? As bochechas, sim... com as sardas, os sinais pequenos e castanhos que tenho nelas e por quase todo o corpo. A minha altura, a minha postura altiva, mesmo quando parece que as pernas vão ceder. O cabelo que não tem jeito nenhum e ora fica com caracóis, ora todo liso. O meu perfume? O perfume do meu cabelo?
Os meus vícios. A forma como coloco as mãos. A forma de agir quando fico ansiosa. Os pulos que dou quando estou feliz. As lágrimas que correm sem eu dar conta?
A paixão que tenho pelo palco, pelo teatro e por tudo o que me permita fugir de mim para outra personagem naquele momento. Faz de mim artista, no meio de um sonho que eu acho que amo muito mais do que devia.
Ou a vontade louca de dançar, dançar, dançar... às escuras, à chuva, à lua, até me doer tanto os pés que... deito os ténis fora e continuo.
A minha impulsividade. A minha cara de má. A minha voz. A minha personalidade forte que nem eu consigo gerir.
Os meus medos.
Todos os meus medos.
Os meus sonhos
Todos os meus sonhos
As minhas conquistas
Todas as minhas conquistas
A minha luta
Toda a minha luta
A minha maneira de ser
Toda a minha maneira de ser
As minhas palavras
Todas as minhas palavras.
Guarda-as para ti.
Já me esqueci de muitas que disse. Muitas outras, estão gastas.
Se calhar é isto.
Lembra-te disto e deixa tudo o resto para trás.
Imagem: canvas.com
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